AGEPEN: Associação dos Agentes Penitenciários da PCDF

Boletim 2 AGEPEN

2º Boletim da Agepen

BOLETIM AGEPEN 2

Bancos, lixeiras e armários são confeccionados por detentos do regime semiaberto

BRASÍLIA (6/8/14) – Detentos do regime semiaberto trabalham na confecção de objetos de uso coletivo a partir de placas de sinalização usadas. Estragadas, enferrujadas ou danificadas em acidentes, as placas são transformadas em bancos, lixeiras e armários. O trabalho é coordenado pela Secretaria de Transportes por meio da Coordenadoria de Infraestrutura.

Segundo a Secretaria de Transporte, cerca de 90% dos trabalhadores são presidiários do regime semiaberto, que conseguem redução na pena em troca do trabalho.

Eles recebem bolsa-auxílio com um salário mínimo (R$ 724), auxílios alimentação e transporte, além da redução de um dia da pena a cada três dias de trabalhado cumprido. Os presos são contratados por meio de um termo de prestação de serviços firmado entre a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap) e a pasta.

Para o coordenador de Infraestrutura de Sinalização da Secretaria de Transportes, Ivaldo Teixeira, que acompanha de perto o trabalho desenvolvido pelos apenados, essas atividades contribuem para a ressocialização.

“É uma oportunidade para que eles se sintam úteis e desenvolvam um trabalho importante”, afirmou em entrevista à Agência Brasília.

Os três tipos de materiais produzidos são cedidos para os terminais rodoviários, administrações regionais e praças públicas do DF.

(J.B/J.S*)

 

Fonte

http://www.ssp.df.gov.br/sala-de-imprensa/noticias/item/2569-bancos-lixeiras-e-arm%C3%A1rios-s%C3%A3o-confeccionados-por-detentos-do-regime-semiaberto.html

Análise pericial do padrão de consumo de álcool em policiais e seus fatores de risco

Resumo Uso de álcool por policiais, no contexto do policiamento, representa potencial para graves consequências. O padrão de consumo pode ser analisado visando rastreamento e prevenção. Por meio de um levantamento literário evidenciaram-se poucos estudos nesse sentido. A prevalência de uso de álcool durante a vida que foi encontrada entre policiais brasileiros variou de 48% a 87,8% (na população geral, de 74,6%, e nos trabalhadores, por meio do levantamento SESI, 78,7%). Internacionalmente, atinge 76,3% a 91% dos policiais, sendo que o beber em binge alcança 48% dos homens e 40% das mulheres. O uso abusivo de álcool variou de 5 a 25% (12 a 32% dos policiais no mundo; no levantamento feito pelo SESI, 50% dos trabalhadores). A dependência alcoólica variou de 3% a 19,2% nos estudos brasileiros e internacionais. Os policiais apresentam maior prevalência de uso de álcool do que a população geral e menores taxas de abstinência, semelhante a outros trabalhadores, com elevados níveis de binge-drinking em homens e mulheres e uso nocivo nos mais jovens. Eles trabalham expostos a situações e fatores de estresse específicos da ocupação e pessoais, com efeitos físicos, psíquicos e sociais, aumento de morbidade e mortalidade. A habilidade de coping ineficaz e mal-adaptado, exposição a incidentes críticos, emoções negativas, ansiedade e depressão, fator social de adaptação/ajustamento e cultura organizacional de encorajamento podem estar associados ao maior uso de álcool. A maioria dos danos ocupacionais relacionados ao álcool são por bebedores excessivos (binge) e não os com dependência. Todos os policiais, com participação da perícia médica, devem ser submetidos a rastreamento e prevenção do uso de álcool, associado às intervenções breves, podendo ser utilizado o AUDIT. Intervenções especiais são necessárias para policiais recrutas, mais jovens e nas femininas. Documento completo: Análise pericial do padrão de consumo de álcool em policiais e seus fatores de risco

ORIGEM DA CRIMINOLOGIA NO BRASIL

O século XIX produziu numerosos estudos e ações destinadas a combater o crime, dando origem à criminologia, um saber específico que engendrou a polícia judiciária, a fotografia identificatória, a bertilhonagem, a estatística criminal, a medicina e a literatura do crime. A construção de saberes sobre as “classes perigosas”, no Brasil, fez parte de um projeto político realizado por homens de Estado visando o controle social, onde a função de vigilância-correção foi assegurada por diversas instituições. No presente trabalho analisaremos a instituição que deu origem à sistematização da informação de natureza identificatória – o Gabinete de Identificação e de Estatística do Rio de Janeiro, hoje Instituto Felix Pacheco. A análise de conteúdo de documentos primários, como relatórios, fotografias, fichas sinaléticas, além da literatura produzida sobre o tema evidencia a existência de um sistema de informação criminal que se aprimorou, ao longo do tempo, para estender-se à identificação civil, no âmbito do que denominamos inteligência informacional.

Leia o estudo completo: INFORMAÇÃO, REPRESENTAÇÃO E PRODUÇÃO DE SABERES SOBRE O CRIME:

Metade dos menores apreendidos no DF em 2013 são reincidentes

Mais de 3,6 mil adolescentes, que cometeram atos infracionais em 2013, são reincidentes. Isso representa metade dos jovens apreendidos. Pais e promotores concordam que o sistema de internação não recupera.

Veja a matéria completa:

http://g1.globo.com/videos/distrito-federal/t/todos-os-videos/v/metade-dos-menores-apreendidos-no-df-em-2013-sao-reincidentes/2920041/